Mulheres Que Decidem - Grupo do Facebook

Grupo no Facebook ajuda mais de 16 mil empreendedoras

Para Tábatha Moraes, presidente da rede Mulheres Que Decidem, as empreendedoras se diferenciam por abrirem negócios com um propósito

Tábatha Moraes, presidente da Rede Mulheres Que Decidem (Foto: Divulgação)

“Eu quero desconstruir a ideia de que as mulheres competem entre si”, diz Tábatha Moraes, presidente da rede Mulheres Que Decidem, projeto nascido em um grupo do Facebook e que hoje auxilia com consultorias e parcerias mais de 16 mil mulheres interessadas em empreender.

Atuando como voluntária para ajudar mulheres desde os 16 anos, a ideia do projeto só efetivamente surgiu quando a Tábatha – que já havia trabalhado com jornais locais, revista de quadriciclo e até rotisseria – perdeu sua mãe. “Eu entrei em crise. Percebi que não estava feliz e, para começar a mudar minha vida, decidi que queria trabalhar com o que amo”, diz.

Neste momento, a jovem foi atrás de especializações na área de desenvolvimento humano, buscando cursos de coaching para mulheres. Logo no início, percebeu que muitas mulheres estavam buscando fazer negócios entre elas. “Vi uma oportunidade de mercado para criar uma rede de empreendedoras”, diz Tábatha.

Foi então que criou o grupo no Facebook chamado Mulheres Que Decidem, focado em ajudar no relacionamento entre mulheres empreendedoras. “Empreender pode ser muito solitário. Trocar ideias e realizar parcerias ajuda a manter a motivação.”

Com menos de um ano de existência, o grupo conta com mais de 16 mil membros, realizando workshops, palestras e consultorias de empreendedorismo no Brasil, Colômbia, Paraguai e Estados Unidos – e deve chegar ao Equador e Portugal até o início do ano que vem. Para fazer parte, basta curtir a página do Facebook e solicitar para entrar no grupo privado da rede social.

Além disso, a rede vau lançar um novo site, que contará com um espaço de cadastro para as mulheres empreendedoras. A ideia é colocá-las em contato com distribuidores e fornecedores de todo o Brasil.

Empreendedorismo feminino

Na visão de Tábatha, falta incentivo no Brasil para o empreendedorismo feminino, um dos principais responsáveis pela inserção das mulheres no mercado de trabalho. “Pesquisas mostram que a mulher investe até dez vezes mais nos seus negócios. Eu acredito muito que a mudança da situação do país está nas mãos das mulheres.”

Se por parte do governo a empreendedora não enxerga um caminho fácil, ela entende que esse papel deve partir das mulheres. “As mulheres precisam acreditar mais nelas mesmas. Elas têm que tirar a ideia do papel e formalizar os seus negócios.” Tábatha ainda reforça que é muito importante se capacitar. “Não é só amar, tem que entender o que faz”, afirma.

Com essas ações, e trabalhando juntas, acredita que as empreendedoras podem chegar mais longe. “Imagino que no futuro as empreendedoras vão se conectar mais, ampliando o projeto ainda mais em outros estados e países. Mesmo que nesse momento, em um cenário nebuloso, as vendas diminuam, vamos continuar nos incentivando a trabalhar com negócios sustentáveis”, diz.

PEGN – Por Rennan A. Julio – 01/12/2015

Editado por Franchisingbook

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