Tendências e estratégias de crescimento do franchising que precisamos conhecer

Para aumentar escala, eficiência e competitividade, franqueados e franqueadores estão aplicando novas estratégias e seguindo tendências do franchising.

Após players de mercado entenderem que não basta ser grande, e que é imprescindível o crescimento inteligente aliado a uma boa gestão para não fracassarem, modelos conhecidos como Co-Branding, Fusões e Aquisições, Multifranqueado, Multicanal e Multiformato têm sido utilizados. Modelos que sustentam o crescimento com eficiência deverão nortear a evolução do franchising nos próximos anos.

Co-Branding

Co-branding é uma aliança estratégica entre marcas independentes na busca de sinergias operacionais. Uma mesma estrutura administrativa e operacional pode ser compartilhada por mais de uma marca, bem como a logística ou a inteligência do negócio, o que permite uma diluição de custos. A rede de franquias Imaginarium, a rede Balonè, e a Puket, por exemplo, se uniram para formar a Love Brands, com a união deram início a estratégia de expansão em cidades de até 100 mil habitantes, que não comportariam as marcas individualmente.

Fusões e Aquisições

O modelo de crescimento por Fusões e Aquisições, é a união por meio de acordo societário, ou troca de controle, de duas ou mais marcas, para ampliar a força da rede. Quanto maior escala a rede tiver maior será o seu poder de negociação com fornecedores e a competitividade de sua operação. As redes Jin Jin, My Sandwich, Griletto e Montana por exemplo formaram uma holding em 2015 com 330 restaurantes em 20 estados para terem maior escala comercial, poder de barganha, e diluir custos. A entrada de um fundo de investimento no negócio trouxe capital para acrescentar novos restaurantes à rede, sobretudo via aquisição de concorrentes.

Multifranqueados

Assim como as redes franqueadoras os franqueados criam suas próprias redes, formadas por mais de uma unidade da mesma marca, ou de marcas diferentes. E semelhante aos outros modelos estratégicos de crescimento inteligente, o objetivo é reduzir riscos, ganhar escala operacional, ganhar poder de barganha com os fornecedores, e locadores (no caso de shoppings). Há franqueadores que incentivam esse modelo, outros desaprovam. Um franqueado que pratica esse modelo, e disse publicamente que essa estratégia funciona, é dono de 15 Boticários, 2 Quem Disse, Berenisse, (Ou seja, do mesmo franqueador), e 3 da New Era (Rede de bonés), e mais 6 lojas da rede de óculos Sunglass Hunt.

Interiorização

Distante dos grandes centros e em lugares com menos habitantes, ainda existe bastante espaço para redes de franquias serem inseridas. Enquanto 10 cidades concentram 38,2% das franquias em operação, dos 5.570 municípios brasileiros, aproximadamente 3.327 ainda não há rede de franquia. 57,1% das unidades franqueadas estão no sudeste, enquanto o Norte conta com apenas 4,6% do total. O Nordeste, local onde vivem mais de 1/4 dos brasileiros, é sede de 15,3% das operações.

Multinacanais

Familiarizado com a tecnologia, o consumidor já não se limita mais a um único caminho para procurar produtos ou serviços. Ainda em aperfeiçoamento, o multicanal aposta na variedade de canais de comunicação com os clientes para divulgação de produtos e serviços e garantir mais e melhores vendas. Uma loja franqueada de O Boticário, por exemplo, também faz venda direta dos produtos. No caso do e-commerce, algumas redes já não o tratam como canal exclusivo do franqueador: comissionam as vendas por CEP, depositam um percentual do resultado no fundo de propaganda ou indicam a franquia como local da retirada do produto vendido pela internet.

A escolha dos canais deve variar de acordo com o público-alvo e as demandas da sua empresa. É indispensável estudar quais produtos podem ser oferecidos no meio virtual, de acordo com a probabilidade de vendas e alcance. Além disso, deve-se pensar em estoque, meios de distribuição e como trabalhar a comunicação do seu negócio. Se uma empresa quer marcar presença digital, por exemplo, mas avalia que nem todos os seus produtos são adequados a esse tipo de comércio, pode disponibilizar apenas uma parte de seu catálogo online e os demais produtos serem oferecidos apenas na loja física.

Entrega dos Produtos

Atenção para o funcionamento da entrega dos produtos. Procure fazer parcerias com empresas que tenham preços competitivos e um serviço eficiente, além de disponibilizar digitalmente apenas produtos que a entrega possa ser garantida.

Concorrência entre Canais

Outro ponto importante é evitar que um canal concorra com o outro. Mesmo que a loja física e a loja virtual ofereçam mercadorias diferentes, elas devem ter entrosamento. 

Tipos de canais

Os principais canais utilizados para a relação entre empresa e consumidor podem ser tradicionais ou digitais. Dentre os tradicionais, estão:

  • Lojas físicas – Um dos mais tradicionais canais de venda do varejo, necessitam de estratégias de marketing específicas para alcançar o público.
  • Franquias – Quando uma empresa obtém sucesso, ela repete as estratégias de venda e distribuição em novos locais, mantendo suas características.
  • Televendas – Cria-se uma central de atendimento telefônica para estimular as vendas. O público-alvo é composto por pessoas que não utilizam tecnologia mais avançada, como a internet.
  • Rede de consultores – Oferece um tipo de venda personalizada e intimista.

Os canais digitais atingem um público geograficamente distante e mais amplo. Dentre os principais canais digitais, estão:

  • F-commerce (Facebook Commerce) – A rede social é útil na hora de reunir os consumidores da respectiva marca e de medir seu perfil e suas necessidades.
  • E-commerce (Eletronic Commerce) – Funciona como uma loja virtual onde os produtos são apresentados e as vendas são realizadas online.
  • M-commerce (Mobile Commerce) – São aplicativos para smartphones que servem como opção para conhecer e adquirir produtos e serviços.
  • E-marketplace (Shopping Center Online) – Trata-se de um canal que reúne produtos de diferentes empresas.

Internacionalização

Com a internacionalização, redes de franquias não ficam dependentes apenas do mercado brasileiro, ganham escala global, e poder de competição com marcas internacionais. Em função da alta do dólar e da recessão brasileira, empresas e redes de franquias miram cada vez mais o mercado exterior, especialmente os Estados Unidos. Segundo a ABF, nos próximos anos a presença de marcas brasileiras no exterior terá aumento aproximado entre 70% e 80%. Em 2015 havia 134 franquias brasileiras no exterior, 110 com unidades físicas e outras 24 por meio de exportações.

Tecnologia

Sobretudo para evitar filas nos caixas, e tornar a operação mais segura, o POS mobile (point of sale) é outro mecanismo que vêm sendo utilizado pelas lojas. Com o POS mobile os pagamentos são efetuados em tempo real, por meio de uma conexão de dispositivos móveis a uma rede de dados, e todo vendedor pode ser um operador de caixa.

Novos Formatos

Em função da crise econômica brasileira, alguns franqueadores iniciaram lançamentos de formatos 1.0 de suas franquias, que demandam menos capital. Quiosques, microfranquias e formatos móveis ganharam força nesse período de crise. Esses modelos têm custo de operação mais baixo e colocam os produtos no fluxo dos consumidores, o que torna a venda mais ativa. Segundo alguns consultores, o food truck, por exemplo, não é apenas uma moda, e sim mais canal de vendas. Vale ressaltar que os mesmos cuidados que devemos ter ao adquirir um formato de franquia-padrão, são até mais importantes no caso desses novos modelos.

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